Saturday, May 17, 2008

60 anos na Terra Santa



Foi à 60 anos que os judeus oriundos, sobretudo da Europa, decidiram estabelecer-se num território, ao qual estavam (e estão) ligados à sua origem. Em Maio de 1948, iniciou um conflito que dura à 60 anos, com momentos mais intensos e gravosos, e outros mais localizados e com pouca visibilidade internacional.

Quatro gerações de Palestinianos e Israelitas, já experimentaram na carne e na alma esta guerra. Houve momentos "altos" deste conflito, como a Guerra de Yom Kipur em 1973, a Guerra dos Seis Dias em 1967, e, é claro, o inicio do conflito em 1948, com uma guerra entre o novo Estado Judaico, e o Egipto, a Siria, a Jordania, o Iraque e o Libano.
Muito já se disse durante esta semana que está a terminar, sobre os 60 anos do conflito que divide Judeus e Arabes.

Toda a História deste conflito é conhecida. As suas personagens politicas e militares, os grupos militares e para-militares que tiveram na sua génese, os efeitos económicos e politicos que tiveram na região do médio-oriente, já foram analisados por estratégas, cientistas politicos, economistas, diplomatas, jornalistas e investigadores universitários.
Em seis décadas de conflito (que em termos militares, foi feito de forma faseada no tempo), refiro, com um conhecimento genérico de causa, que determinados factos (e consequências) marcaram a história das relações entre Israel e o Mundo Árabe:
  • Os judeus que em na 2ª metade da década de 40 do secúlo XX, se instalaram no território onde o povo palestiniano estava estabelecido, conseguiram criar um Estado aceite pela ONU e pela Comunidade Internacional, mas contestado pela generalidade dos países árabes;
  • Os palestinianos foram obrigados a recuar para países vizinhos como o Libano, a Jordania ou a Siria, ou ficaram "presos" num território, mais tarde proclamado como autonomo, que é a Faixa de Gaza;
  • Os israelitas criaram uma das forças militares mais bem treinadas do mundo, com a experiência que tem tido desde o início do conflito;
  • Os actos e grupos para-militares palestinianos, como o Hamas, continuam a fazer frente contra o poder militar e politico israelita, bastante mais forte;
  • Os grupos extremistas de ambos os povos (judeu-israelista e palestiniano) são os principais instigadores deste conflito;
  • Apesar de estar rodeado de constantes ameaças de países vizinhos e de outros países árabes, Israel consegui desenvolver um economia forte e competitiva, apresentando cartas em sectores como a tecnologia aéronautica;
  • Em causa, não está só a ocupação territórial, mas também a utilização de recursos, como a água.

O problema da ocupação de terras, do meu ponto de vista, deve ser decidido pelas Nações Unidas, especialmente pelo Concelho de Segurança, com o acordo da NATO e da UE. Este parece-me ser um conflito, cuja a sua resuloção só será feita num geração que utilize a razão e não o coração. Talvez daqui a uns anos....!

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