Wednesday, July 11, 2007

Desejo de Viajante XVIII - Vienna de Aústria




Desejo de Viajante XVII - Dublin




Desejo de Viajante XVI - Nova Delhi




Desejo de Viajante XV - Maputo




Desejo de Viajante XIV - Luanda




Desejo de Viajante XIII - Berlim




Desejo de Viajante XII - Cidade do México




Desejo de Viajante XI - Cairo




Desejo de Viajante X - Paris




Desejo de Viajante IX - Moscovo




Desejo de Viajante VIII - Jerusalém




Desejo de Viajante VII - Pequim




Desejo de Viajante VI - Tóquio




Desejo de Viajante V - Atenas




Tuesday, July 10, 2007

Desejo de Viajante IV - Rio de Janeiro







Desejo de Viajante III - Roma







Desejo de Viajante II - Londres




Desejo de Viajante I - Nova Iorque

Prefiro deixar-vos com imagens sobre cidades ou países que gostaria de conhecer e sobre os quais gostaria de ter memórias.



Em Lisboa de novo

Estamos em plena actividade eleitoral em Lisboa, cidade de que já falei, e falei com gosto e ternura. São vários os candidatos, várias as candidaturas, várias ideias e projectos em teoria, várias pessoas interessadas, várias pessoas que provocam interesse, vários participantes politicos e muita...muita gente a assistir.

Lisboa é linda sob o seu manto de luz azul e sobre a sua história e estórias. Como pode a estratégia politica aproximar-se e incluir na sua definição a beleza de Lisboa?...Concretamente...Ideológicamente...não sei. Mas sinto, e sentir deve fazer parte de qualquer estratégia politica, seja ao nível de um governo de uma cidade ou de um país. Sentir a cidade de Lisboa, acordar com ela e dormir com ela, numa relação de conhecimento e de construção de uma vida. Talvez seja possível inserir este sentimento numa estratégica politica, que, por natureza deve ser racional e viável.

A grande maioria dos partidos e dos seus cabeças-de-lista, está, penso eu, em condições de sentir Lisboa. Confesso que tenho simpatia mais por uns, do que por outros, mas vão me perdoar a minha intenção em manter a minha preferência em segredo. Se apreciam a democracia responsável, a liberdade política e respeitam a pluralidade de ideias e de ideologias como eu aprecio, de çerto que poderão pressupor qual seja o meu campo ideológico.

Também tenho receio que estes candidatos (incluindo todos os membros das várias listas) percam o sentir por Lisboa, tenho receio que deixem de sentir Lisboa como devem sentir....! Poderá isso ser possível...? Será que já é possível...? Tenho gosto em ser um espectador activo, e talvez tenha a felicidade de concretização de esperanças - que eu que não sou lisboeta, e que respeito e sinto esta cidade - de ver uma Lisboa jovem, com alegria, com futuro, com vida.

Wednesday, June 27, 2007

Mudança no reino de Sua Majestade


Hoje, dia 27 de Junho de 2007, tal como o agora ex-Primeiro-Ministro Inglês, Tony Blair, anunciou à alguns dias, apresentou a sua demissão à Rainha Isabel II. Foram 10 anos a liderar o governo do Reino Unido, em que tentou fazer a ponte com a Europa e com a UE. Era este ponto que gostaria de destacar.
Desde que foi eleito, e mesmo quando era lider da oposição através do partido New Labour, Blair, sempre manteve uma distância do tradicional pensamento conservador inglês, de "ver para crer" em relação à construção europeia e ao processo de integração economica e politica da UE. O seu nome chegou a ser falado para, um dia, presidir à Comissão Europeia, ou ter um cargo politico de relevo na UE. Tony Blair atravessou, em 2005, um semestre como Presidente do Concelho da UE, presidência essa como sabem é rotativa de 6 em 6 meses por todos os Estados-membros. Blair tinha uma atitude politica com a Europa diferente da antiga Primeira-Ministra Margaret Thatcher. Europeista "quase convicto" Blair quis convocar um referendo na Grã-Bretanha sobre o Tratado Constitucional Europeu. No seu Governo teve ministros contra e ministros a favor, o seu executivo, o seu partido e o seu país encontravam-se (e ainda se encontram) divididos quanto à participação do Reino Unido no sistema politico e económico da UE. Uma grande barreira com que teve que lidar, e à qual teve que ceder, foi a recusa da entrada do Reino Unido no sistema monetário europeu - o Euro. A moeda única europeia é uma especie de bicho papão para muitos britanicos, que tem receio de perder a sua independência politica e económica, e de ficarem muito dependendes das decisões que se tomam em Bruxelas e Estrasburgo. De alguma forma, Blair sempre se manteve fiel aquilo em que acredita, ao futuro da UE, apesar das pressões de parte do seu partido e também do Partido Conservador inglês.
Julgo que a sua vertente de dialogo, de relacionamento diplomático, e a sua capacidade de comunicação e de empatia; foram trunfos seus que lhe permitiram conseguir três vitórias eleitorais para assumir a chefia do governo britânico. Outra causa, de duas das suas eleições, foi a Terceira Via, uma especie de New Deal implementado por Franklin Roosevelt no Estados Unidos durante os anos 30 (secúlo XX). Alguns analistas questionam-se sobre a durabilidade da Terceira Via com o novo Primeiro-Ministro, Gordon Brown.

Sunday, June 24, 2007

Europa Über Alles


Independentemente de Portugal vir a assumir novamente, a presidência da União Europeia (UE), gostaria de deixar uma breve reflexão sobre o "estado da União". Claro, dentro da minha humilde e comum opinião.
Como todos sabemos, no essencial, quais são os fundamentos politicos e ideológicos da Comunidade Europeia, integrados no Tratado de Roma, que tem vindo a dar uma sustenção pacifica e democrática às relações entre os Estados-membros da actual UE.

Saturday, June 2, 2007

Estar no Estado

Aparentemente, este título pode gerar confusão e falta de algum sentido. Refiro-me ao Estado-nação, a ser elemento do Estado, a ser Estado, (será que existe a expressão Homem-Estado....?).
Quando a expressão "Estar no Estado" surgiu no meu pensamento, eu pretendia reflectir sobre o que podemos fazer enquanto cidadões, pretendia reflectir sobre o que podemos fazer, o que podemos mudar e transformar nas nossas sociedades e comunidades às quais estamos ligados. Não imagino a importância do Estado-nação sem o peso das localidades, das comunidades, das etnias e grupos sociais que o constituem.

O que é para mim, então, estar no Estado? Respondo de forma pragmática e directa:
- Cumprir com a lei em vigor;
- Contribuir com o meu votos nos actos eleitorais local, nacional e europeu;
- Cumprir com as minhas obrigações fiscais;
- Respeitar os símbolos e desígnios nacionais (bandeira nacional, participação em missões e
organizações internacionais, etc);
- Respeitar as instituições governamentais, juridicas, judiciais e militares;
- Não destruir nem prejudicar a propriedade publica e estatal, nas suas várias dimensões
(ambiental, artistica, arquitectónica);
- Conhecer o país, as suas gentes, a sua cultura, os seus costumes e tradições (ainda que de
forma genérica e gradual).

Como também tenho direito aos meus momentos de sinceridade, apetece-me colocar uma questão: Será que toda a gente cumpre com os requisitos que referi anteriormente?

O Estado-nação é mais que um conceito, é uma representação juridica, politica e filosófica que ímpera nas democracias ocidentais, principalmente na Europa. Portugal não foge à regra, e isso pode ser lido na Constituição da República. Mas será que todos os cidadãos, portugueses ou de outra nacionalidade, sente-se parte de um Estado-nação? Será que entendem minimamente a sua essência, o porquê de existir em termos politicos e filosóficos? Infelizmente, esta percepção de Estado-nação não está assumida por todos, principalmente quando eu me refiro a alguns dos requisitos anteriores ou até ao seu conjunto.

Wednesday, May 30, 2007

Direitos

O titulo composto só pela palavra Direitos, pode levar a pensar que vou falar de direitos humanos ou liberdades e direitos politicos, culturais e sociais, de forma geral, ou filosofar sobre eles.
Em Portugal, nos últimos anos e meses têm ocorrido manisfestações legalmente constuituidas e permitidas, mas que já não são demonstrativas de actos democráticos e de solidariedade social para com a comunidade e o país em geral. Estou me a referir em concreto a uma greve geral que, ainda está a decorrer durante o dia de hoje, 30 de Maio de 2007. As greves são legitimadas, pelas Constituição, segundo determindados critérios expostos no seu art.º 57, entre os quais "Compete aos trabalhadores definir o âmbito dos interesses a defender atravéz da greve".
No entanto, nos últimos anos, os sectores de actividade que tem realizado mais greves e manifestações são os que estão ligados ao Sector Público. Se compararmos os efeitos que a greves dos funcionários públicos e de trabalhadores de empresas com capital público ou com participação empresarial pública, com as greves que os trabalhadores das industrias, agricultura, e comércio realizaram na 2ª metade da decada de 70; então há um promenor que, hoje em dia, torna muito diferente a aceitação social das recentes greves - a generalidade da população portuguesa é afectada pelas greves.
Pergunto eu, uma familia que necessita de transportes, que tem consulta marcada à 4 meses para um dos filhos, que está a pagar as propinas de outro filho que está numa universidade pública, etc; tem que sofrer por causa de diminuição de alguns privilégios (que actualmente não fazem grande sentido, em termos comparativos, com outras actividades profissionais e sectores de actividade económica).
Não estou a criticar a realização de greves e de manifestações, mas será que actaulmente são bem aceites pela sociedade? Não existiram outras formas de manifestação e defesa de interesses? Os sindicatos tem que pensar noutras formas de manifestação, que não prejudiquem o dia-a-dia de quem precisa dos transportes públicos, dos hospitais públicos e das escolas públicas. Pensem e reflitam um pouco, senhores sindicalistas!

Thursday, May 3, 2007

Lisboa - cidade de pertença

Falar de uma cidade é sempre fantasiar, resivitar o que gostamos e queremos ver, observar, sentir e pertencer. Lisboa é uma cidade de pertença. Corro o risco de falar sem a totalidade do conhecimento, mas falarei sob a minha percepção de uma cidade onde as horas percorrem dia-a-dia o meu destino. Sabem de certeza que a luz de Lisboa também é inspiradora.....segundo me dizem, em jeito de sentimento.
Lisboa tem uma história "curiosa" e reveladora de algumas das nossas conquistas e derrotas lusitanias. Os autos de fé terão sido derrotas morais e cívicas que os lisboetas dos seculos XV, XVI e XVII assistiram no Terreiro do Paço. Mas Lisboa também sabe cantar vitória, como na resistência ao cerco dos mouros no secúlo XII.
Lisboa é pequena, como a nossa pequena terra, o nosso canto de uma Europa, que estranhamente nos dá importância política e económica quando é conviniente....
Volto a Lisboa sempre que os dias assim o pedem. Para sustentar o meu destino e a minha vida. Pertenço a Lisboa sem ser lisboeta, sem ter cordão umbilical, mas com uma atracção que ultrapassa as justificações geográficas.
Desde Belém até ao Parque das Nações, Lisboa é feita de contrates e de várias misturas culturais e raciais, que dão encanto e identidade à cidade de Pessoa e Amália. "Lisboa, menina e moça", como diz a canção. Lisboa és cantada e sonhada, de dia e de noite, com os dias a passarem e a renovarem o céu azul que serve de manto e de luz.

Wednesday, April 25, 2007

Sobre um dia!

Sei que muita gente já escreveu...e escreveu....já falou...e falou....sobre o 25 de Abril, sobre o seu significado, sobre o que aconteceu em 1974, sobre a ditadura que sofocou a liberdade de expressão durante 40 anos, sobre tudo e mais alguma coisa....! Nasci em 1975 e, felizmente posso dizer o que penso e o que sinto sobre o meu país, sobre a sociedade portuguesa e sobre o sistema político que constitui o nosso Estado. Existe ainda muito por discutir e para analisar sobre as consequências directas da Revolução de 25 de Abril de 1974, nomeadamente nas suas vertentes social e política. A liberdade de expressão é uma consequência desse dia, desse momento histórico, e como tal, terminarei este texto noutro dia, para que a Liberdade seja efectiva. Talvêz o termine em Novembro.............!

Saturday, April 21, 2007

O valor das palavras - ensinar e aprender


Depois de referir algumas profissões e formas de ser sociais (perdoem-me esta expressão, mas parece-me adequar-se ao contexto), seria injusto não falar sobre a relação entre as palavras e quem ensina - os Professores. Tenho um especial apreço por esta profissão, pelo que ela representa em qualquer sociedade, e pelo contributo que pode dar para o desenvolvimento da Humanidade.
Todos sabemos que para ensinar, o Professor tem que comunicar e trasmitir informação e conhecimento para os seus alunos. O ensino presencial ainda tem um grande peso em todas as sociedades, embora também tenhamos que reconhecer a crescente presença e utilidade das novas tecnologias para o ensino à distância, nomeadamente através da Internet, utilizando plataformas de E-learning. Mas.....mesmo que seja á distância as palavras do Professor continuam a garantir a aprendizagem dos alunos.

Saturday, April 7, 2007

O valor das palavras - o poder no palco

Em qualquer país com liberdade de expressão, o Actor pode ser murdaz, sarcástico, imaginativo e impiedoso nos seus actos em palco, sempre a coberto da fantasia e da invenção. Será que conseguimos identificar algum poder social e político nos actores? Julgo que sim, principalmente quando as suas intervenções teatrais - e também no cinema e em televisão - conseguem provocar mudanças de mentalidade, de opinião e de atitude social na população que é influênciada pela actuação dos actores.

Por definição, a actuação dos actores num palco de teatro, e sua representação em cinema ou televisão, tem como objectivo cativar o espectador durante a duração do espéctáculo, provocando emoções e sentimentos que o levem a adminar e gostar do desempenho dos actores.


Não nos devemos esquecer que, por detrás de cada actor encontra-se um encenador que constroi a peça (ou produtor e realizador que elabora o filme ou a série), e um argumento que é a essencia da actuação de todos os actores. Existem textos representados em teatro, que se referem à realidade politica de diversos países, em épocas diferentes, ou a acontecimentos históricos que marcaram a evolução da Humanidade.


Penso que os géneros de representação teatral que mais efeito social podem provocar serão o Drama e o Teatro Revista - este último é mais usual no nosso país e tem uma grande tradição.

Em Portugal existe uma longa relação entre o Teatro, a sociedade e o poder político. Vários foram os intervinientes e causadores desta relação, nomeadamente Gil Vicente (considerado o pai do teatro português), Almeida Garret, Raul Brandão, Julio Dantas, José Régio, ou mais recentemente Luís de Stau Monteiro, Luís Francisco Rebello e José Cardoso Pires. Todos estes autores pretendiam incomodar o poder politico instituido e as convenções sociais que atrasavam a evolução das mentalidades e da cultura em Portugal. Todos nós já lemos ou estudamos o Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, um texto que se refere provoca a moralidade religiosa e a poderosa Igreja Católica.

Sunday, March 25, 2007

O valor das palavras - a escrita vivida

Existe um sentimento que é comun a todos escritores - a necessidade de escrever. Um vicio, nas palavras de muitos deles, principalmente dos poetas.

O poder das palavras para os escritores é um poder intimo, uma espécie de catarse dos seus sonhos e experiências.


Admiro muitos dos escritores e poetas cujas as obras eu já lí, e por eles tenho um profundo respeito. Se eu não me engano (podem-me corrigir, caso eu esteja errado), foi Arthur Schopenhauer, filosofo nascido na Prussia em 1780, que identificou a literatura como uma das essências espirituais que imortalizam os homens que escrevem e publicam os seus livros - tal como os pintores que criam os seus quadros, e os compositores que compõem as suas obras.



Todos sabemos que a Literatura tem dois grandes campos de intervenção: o real e o imaginário. E a partir desta divisão temos os géneros literários, que no campo imaginário vão desde a poesia, romance, dramaturgia, prosa, etc. É sobretudo no campo da imaginação que os escritores criam a suas obras. Se entrarmos no campo da caracterização da realidade que nos rodeia, então a criação literária já ultrapassa condição do Escritor, embora este possa falar sobre a realidade que observa e que vive. Os jornalistas, sociologos, psicologos, antropologos, físicos, filosofos; também podem utilizar a imaginação quando analisam e retratam, por escrito, a realidade que pretendem estudar, mas a imaginação não - nem deve ser - a essência do seu trabalho ciêntifico. Desta forma deixariam de existir, Objecto e Método em cada uma das suas ciências.



E os exemplos do poder dos escritores? Existem muitos ao longo da história da Humanidade. Foram muitas as obras que contribuiram para a formação de identidades nacionais e do desenvolvimento intelectual, cientifico, e cultural dos povos. Os livros são, desde sempre, vitais para a nossa condição humana. Poderiamos imaginar a nossa existência sem a produção literária?...De certeza que não! É compreensível que os livros de pendor ciêntifico, filosófico e técnico contribuam com maior eficácia e mais rapidamente para a mudança de mentalidades e para a evolução da Humanidade, mas se tivermos o cuidado de conhecer o percurso da literatura de ficção e das posições, provocações, e contributos dos escritores desde o início dos tempos, de certeza que podemos admitir que Camões deu um contributo valioso, para a formação da identidade cultural e nacional portuguesa através da sua obra "Os Lusiadas"; que Jonh Steinbek caracterizou muito bem a América rural e sulista da primeira metade do secúlo XX, no seu livro "As Vinhas da Ira"; a epopeia de D. Quixote retractada por Miguel de Cervantes, faz parte da espinha dorsal da cultura espanhola; "Guerra e Paz" de Leon Tosltoi é uma obra maior da literatura europeia do secúlo XIX; a Oriente também existem vários exemplos do poder da escrita, como o caso do "Livro do Poder" de Lao Tzu, que, nos últimos 2000 anos, tem quase tantas traduções como a Biblia; esta última referencia, que mais do que literária é sobretudo religiosa e espiritual, e sagrada para os Católicos e Cristãos; e talvés, num nível de importância idêntico á Biblia, é a obra "O Capital" de Karl Marx para os Comunistas. São inumeras as referencias literárias que podemos abordar e que fizeram das consicencias humanas o que elas são hoje, com os seus extremos e as suas contemplações.





Saturday, March 24, 2007

O valor das palavras - advogar os outros

Advogar é a palavra que define a função do Advogado; ou seja, na sua essencia advogar é ajudar alguêm, que no caso dos advogados significa defender os direitos e interesses de alguêm que estão a representar perante um orgão judicial, como, por exemplo, os tribunais. Não nos esqueça-mos, que ao defender outrem o Advogado, está a contrapor a opinião ou posição de outro Advogado que, por sua, vez está a defender outra pessoa (ou conjunto de pessoas).

E onde entra o poder da palavra para um Advogado....?




A comunicação para qualquer profissional da área jurídica é fundamental para o seu trabalho. Seja através da doutrina (estudo, investigação e criação de fundamentações juridicas), seja através da jurisprudência (intervenção de entidades e organismos judiciais), um Advogado utiliza a palavra como principal instrumento de intervenção. Sem a sua intervenção oral na defesa do seu cliente, o tribunal, na figura de um juíz, de um colectivo de juízes, ou de jurados, só poderá, eventualmente, possuír elementos escritos da parte do Advogado, e tentar dessa forma tomar uma decisão com base na Lei. Já imaginaram algum Advogado sem capacidade oratória...? Eu não conheço nenhum que tenha bloqueios na fala ou seja incapaz de intervir em público, num tribunal ou noutro local. Quanto muito poderemos ter advogados gagos.....!


Todo o Direito é feito de palavra, que na sua forma escrita, ganha um verdadeiro poder quando é utilizado oralmente. Todos os institutos legais foram criados e construídos através da palavra, desde o ínicio dos tempos. Qualquer sentença é proferida de palavras, cujo o peso pode ser mais ou menos sentido. A essencia dos discursos e das intervenções dos advogados é feita de palavras, e necessáriamente, da capacidade que as suas palavras tem de decidir o rumo que desejam levar. Os advogados, principalmente, os mais experientes sabem utilizar as palavras (inscritas na Lei) em seu beneficio e em beneficio dos clientes que representam. É comum ouvir-mos dizer, que existem sempre volta a dar em qualquer lei. Mas para um Advogado dar a volta à lei, terá que utilizar as palavras de forma eficaz, transformando a realidade, trasnfigurando um processo, de forma a ganhar a causa.

Saturday, March 10, 2007

O valor das palavras - os jornalistas vistos de forma inocente

Comunicar e falar devem ser elementos vitais para qualquer jornalista....penso eu! Estes profissionias são um dos grupos que melhor utiliza as palavras, para o bem e para o mal, a pedido de "desconhecido(s)" ou de forma independente. Não devemos menosprezar o poder de informar. Os jornalistas podem derrubar governos, aniquilar o poder financeiro e judicial; mas também podem elevar um estado máximo de satisfação qualquer pessoa, qualquer leitor, ouvinte ou espectador do texto publicado.
Todos nós conhecemos os meios de comunicação e de informação que auxiliam os jornalistas a realizar o seu trabalho. Sentimo-nos mais atraídos por uma forma ou por outra, desde o tradicional jornal diário até ao acesso à Internet através de PC ou de telemóvel. Cada vez mais somos "envadidos" por noticias em tempo real, somos verdadeiros observadores da realidade em qualquer ponto do planeta (e de outros planetas...num futuro breve...).
Respeito qualquer profissão, e o Jornalismo não foge à regra. São estes profissionais que nos mantêm informados e esclarecidos. Mas, por vezes, devemos ler ou ouvir entre as entre-linhas, e apreciar o textos e as palavras que nos são transmitidas. Refiro-me ao cuidado que devemos ter com o Jornalismo Terrorista, com o jornalistas que abdicam da independência técnica, intelectual e política para se tornam em mensageiros de causas secretas. Existe uma carta deontológica para esta profissão, mas por vezes os seus mandamentos não são respeitados.
Não obstante o mau jornalismo, gosto de ligar a rádio às 7 ou 8 da manhã e ouvir as noticias na Antenna 1 ou na TSF, e acompanhar a realidade com as palavras dos outros. Ler o Expresso no Sábado de manhã e de tarde (de forma faseada), como se fosse um ritual, que já dura à mais de 8 anos. Há quem diga que ler jornais á aprender mais e, concordo, com as devidas reservas, porque ao Jornalista cabe a realidade actual pelos factos ocorridos, apenas e só!


Acredito nas palavras reflectidas, sensatas, baseadas na verdadeira realidade. Aprecio o jornalismo de investigação, nomeadamente quando pretende desmascar injustiças e fraudes que prejudicam toda a sociedade.
O ridiculo também atinge, por vezes, os jornalistas. E alguns até parece que não se importam em fazer figuras menos próprias e pouco dignas. Isso é mais visivel no jornalismo televisivo, talvés fruto da pressão de entrevista ou de reportagem em direito, e sem filtragem editorial. Por vezes, compreendo a equidistância que as figuras públicas (políticos, artistas, desportístas, etc.,) preferem ter para com os jornalistas. Ninguem gosta de ter a sua vida vasculhada, mesmo que alguns textos jornalistas não reflictam a verdade sobre essas pessoas.
Em Portugal, tem existido algum abuso em determinados processos judiciais. A tendência para assumir o papel de juíz, é sentida por alguns jornalistas, e publicam noticias, reportagens e opiniões moralistas e intelectualmente desonestas.
Verdade seja dita, também nunca vi, em 32 anos de vida, nenhum jornalista a assumir o papel de Diabo, e a devastar deliberadamente a vida das pessoas....ou será que estou enganado....? Continuo a acreditar que não....!

Saturday, March 3, 2007

O valor da palavra

Durante os próximos textos irei falar sobre actividades e profissões em que a comunicação é essencial. Falarei de forma contida e consciente de que, me expresso apenas como cidadão e respeitando as várias profissões que pretendo abordar.
A comunicação, nas suas formas oral e escrita é vital para milhões de profissionais, tais como Actores, Escritores, Jornalistas, Advogados, Professores, etc.,. Cada uma destas profissões tem aspectos mais positivos e outros menos posítivos, tem percursos de aprendizagem e crescimento diferentes, e são exercidas tendo em conta as suas expecifidades.

Memórias de um estação de televisão


Vou-vos falar um pouco sobre algo, que a à maioria dos portugueses diz alguma coisa e trás boas memórias. Ante de referir o assunto prórpriamente dito, quero apenas dizer que é uma opinão pessoal e sem a experiência e vivência de milhares de pessoas. Gostaria de falar um pouco sobre as minhas memórias - e a palavra memória tem para mim um sentido mais doçe do que amargo - de uma estação de televisão: Radio Televisão Portuguesa, a RTP.

Falar sobre televisão, e sublinho de forma amadora, é também falar sobre o Homem, sobre a evolução da humanidade, e sobre o papel que a comunicação audiovisual pode ter na mudança do Mundo em que vivemos.
Nasci em 1975, ano que as emissões da RTP ainda eram a preto e branco, tenho 32 anos e a RTP existe à 50 anos. Tive a oportunidade de ver muitos milhares de acontecimentos nos Telejornais e Jornais da Tarde da RTP, nos canais 1 e 2 desta estação de televisão. Foram e são tantas as personagens, jornalistas, apresentadores, musicos, actores que encheram todos os dias os ecrãns da RTP que fazem parte das minhas memórias. Quando falo sobre séries como "Duarte e Companhia", "Dallas", "The Three Dukes", "O Barco do Amor", "Dempsey and Maykepeace", "Fama", "O Polvo", "Lá em casa está tudo bem", "Familie Ties", "Uma casa na pradaria", "Alf"; que apesar de a maioria ser estrangeira, tornavam-me fiel a estação e ganhava horas e horas de boa disposição e de emoções.
Lembro-me de muitos concursos, como o "1, 2, 3" com o Carlos Cruz, "A Roda da Sorte" do Herman José, e outros concursos apresentados pelo Fialho Gouveia, pelo Júlio Isidro, pelo António Sala e também pelo Nicolau Breyner, entre outros.
A RTP também nos trouxe um fenómeno brasileiro que surgiu na década de 1970. A primeira telenovela, surgiu em Portugal logo após o 25 de Abril de 1974 - "Gabriela" - baseada num romance Jorge Amado. A partir de então, este tipo de programa de ficção, passou a fazer parte da cultura popular portuguesa, e a provocar - actualmente já não é tanto assim - verdadeiras dedicações a cada episódio de telenovelas brasileiras e portuguesas que a RTP transmitiu, entre as quais "Roque Santeiro", "Vila Faia", "Chuva na Areia", "Vereda Tropical", "O Pantanal", "Palavras Cruzadas", "Gabriela", "O Astro", "Dona Branca", "A escrava Isaura"; etc.,.

Muito jornalistas tem passado pela RTP para nos falarem do estado do Mundo. Transmitem boas e más noticias, como qualquer jornalista. Realizaram e realizam entrevistas, que tem ficado na historia do nosso país. Lembro-me de acontecimentos como as entrada cerimónia da adesão de Portugal e Espanha para a CEE; da queda do Muro de Berlim, da invasão do Koweit, da guerra Irão-Iraque, da morte de Issac Rabim, da morte de Sá Carneiro, da Princesa Diana, os vários mundiais de Futebol e dos Jogos Olimpicos, das vitórias de atletas como Rosa Mota e Carlos Lopes, de várias campanhas eleitorais desde os primeiros anos da década de 80....enfim, já levo mais de 30 anos a "ver" a História do Mundo na RTP.

Muitas pessoas vão, certamente, homenagear a RTP pelos seus 50 anos de existência. Mas fica aqui também o meu contributo para essa homenagem a uma estação que tem construido um parte das minhas memórias e da minha consciência. Haja muito futuro para a RTP!